>Um pequeno grande detalhe – metas em medição de resultado

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Toda vez que alguém fala de medição de resultado vem a pergunta sobre o que é uma meta adequada para comunicação interna. Não acho apropriado comparar resultados de uma empresa com os de outra, simplesmente pelo fato de que elas podem estar inseridas em contextos completamente diferentes. Se os recursos investidos não forem da mesma ordem de grandeza, se a população estiver distribuída de forma distinta e se a participação da liderança não estiver no mesmo passo, qualquer comparação é injusta para um dos lados.

O melhor seria a gente se comparar com a gente mesmo. Para isso precisamos estabelecer um referencial, ou um ‘marco zero’. É uma primeira medida, para que ela seja a base para o futuro. A partir daí é possível sim estabelecer critérios de melhoria. E também não sejamos tão simplistas a ponto de comparar nosso resultado em si, tais como o quanto a revista ou a intranet é uma referência para os funcionários. Melhor saber o quanto esses dois veículos contribuem para que as pessoas tenham acesso rápido à informação de que precisam para trabalhar melhor ou o quanto eles contribuem para a transparência das decisões da empresa. Devemos buscar o resultado / impacto dos veículos no negócio!

Vale lembrar também que em geral nós somos meio compulsivos e queremos medir tudo a todo instante. Desistamos! Quem mede tudo não trabalha, pois medir é uma rotina exaustiva se a gente quiser mesmo fazer um trabalho bem feito, de campo, de pulso.

Mas quero voltar ao ponto da meta. Como eu acredito que a comunicação interna tem um forte impacto no engajamento, eu gosto de usar os parâmetros de organizações de alta performance, ou seja, acima de 75%. Obviamente, se temos a sorte de trabalhar numa empresa cujo engajamento é, por exemplo, 85%, óbvio que deveria ser o mesmo número a ser perseguido pela comunicação, minimamente para dizermos que acompanhamos ou (se superarmos) que alavancamos o resultado desse engajamento.

Mas e se a empresa não medir o seu engajamento? Então temos mesmo que buscar o nosso marco zero e a cada vez que a gente quiser dar um salto de qualidade, basta olhar o passado e ver a série histórica. Se ano a ano a gente melhora 3%, o salto de qualidade seria tentar melhorar 6, 8, 10% de uma única vez. É desafiador.

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