Se o briefing é bom, a comunicação interna pode ser ótima

O que começa bem, tem boas chances de terminar bem. Mas, o que começa errado… gera, no mínimo, retrabalho e desperdício de tempo. Já atuei em empresa, como cliente, já trabalhei em agência, como atendimento e planejamento e posso afirmar com tranquilidade que um briefing bem elaborado e completo é tudo, de verdade. Quantas vezes você já ouviu falar sobre briefing?

Desde a faculdade, passando pela pós-graduação e cursos de especialização, professores são unânimes em dizer que tudo começa por um bom briefing. Ao longo da sua carreira de profissional de comunicação interna, certamente você já ouviu (ou ouvirá ainda) diversas vezes que um bom briefing  é fundamental. A regra não vale somente para comunicação interna, é verdade, mas vamos considerar apenas no nosso universo para facilitar e aprofundar a discussão: o que é um bom briefing?

Trocando opiniões com a Viviane Mansi, entendemos que existe uma lista quase infinita de informações que deveriam constar de um documento como esse, que serve de base para o entendimento do desafio e da entrega esperada para o problema proposto. O que se deseja, pra quando, aspectos que devem ser valorizados, possíveis riscos, recursos disponíveis, e por aí vai. Eu já uso uma técnica oriunda da área de Qualidade, o 5W2H. É uma boa alternativa para não errar no básico:

  • What – O que será feito (etapas)
  • Why – Por que será feito (justificativa)
  • Where – Onde será feito (local)
  • When – Quando será feito (tempo)
  • Who – Por quem será feito (responsabilidade)
  • How – Como será feito (método)
  • How much – Quanto custará fazer (custo)

Se você tiver, no mínimo, essas informações, provavelmente você tem um bom caminho. Mas será que todas as respostas para um bom briefing estão aqui? Vivi e eu entendemos que não. Além das informações básicas, é preciso entender do negócio, saber a relevância daquela iniciativa no contexto geral e entrar de cabeça nas macro-questões que envolvem o assunto que está na pauta. Ter esse tipo de entendimento do negócio dará repertório para entrar no tema com mais profundidade, analisar os impactos e oferecer respostas inovadoras que conversem com outras iniciativas dentro da campanha, da ação ou da empresa como um todo.

O ponto crucial da questão é que esse tipo de briefing é mais complexo, dá mais trabalho. Requer pesquisa, acesso e análise de informação, observar o movimento das lideranças e das áreas envolvidas em determinado assunto que nos interessa divulgar, e contar com o apoio de colegas da organização para conversar sobre as iniciativas e os direcionadores de negócio.  Se você fizer um briefing medíocre, não espere soluções maravilhosas pois provavelmente elas não virão.

Minha avaliação é que parte da solução está nas empresas e a outra parte nas agências, nos fornecedores da comunicação interna. Incrementar o documento de briefing vai ajudar a orientar melhor a primeira reunião e a solicitar mais informações, se necessário, após um belíssimo briefing. Se a exigência for maior, nos acostumaremos a informar mais. Espero que esse ciclo virtuoso siga esse caminho mesmo. Investa seu tempo e faça um bom briefing! O resultado pode ser surpreendente.

Comments

comments

Artigos relacionados

2 Comments on "Se o briefing é bom, a comunicação interna pode ser ótima"

  1. Paola disse:

    Que matéria linda!!!!!
    Adorei! Infelizmente, na ansiedade, muitas empresas querem fazer TUDO e ATENDER a tudo o que o cliente deseja. No final, quem chora são aqueles que estão na produção.
    brief é IMPRESCINDÍVEL!!!

  2. Valéria disse:

    Sensacional! Linguagem simples e de fácil compreensão. Achei de verdade que sabia o que era briefing, mas descobri com esse artigo que é muito mais que um termo, conceito. Obrigada e parabéns gente!

Tem algo a dizer? Fique a vontade!

 
Seguir

Receba os posts em seu email.

Cadastre seu email