Felicidade no trabalho: logos e pathos trabalhando em conjunto

Provavelmente você já deve ter ouvido que um funcionário feliz traz mais retorno para a empresa, certo? Para quem só acredita vendo, confira os números das pesquisas abaixo, compilados pelo portal FastCompany:

33% mais rentabilidade (Gallup)
43% a mais de produtividade (Hay Group)
Vendas 37% mais altas (Shawn Acor)
300% mais inovação (HBR)
Turnover 51% inferior (Gallup)
50% menos incidentes de segurança (Babcock Marinha Clyde)
Diminuição de 66% em licença médica (Forbes)
125% menos o burnout (HBR)

O assunto “Felicidade no Trabalho” está em alta, especialmente porque há uma aparente queda dos índices globais, pelo menos pela Sociedade Americana de Recursos Humanos, quem acompanha os números globalmente.

A revista Você RH cobriu o assunto (numa matéria de 10 páginas) na edição de março | Abril. Vale a leitura.

Destaco, entre alguns aspectos interessantes, a tentativa de buscar explicações e formas de evitar a falta de felicidade no trabalho e as “dores emocionais” que tanto impactam os funcionários:

– Promover um ambiente em que as pessoas trabalhem em sintonia

– Justiça nas relações

– Transparência (que, lendo a matéria eu chamaria de confiança, não de transparência)

– Autonomia

– Buscar formas de fazer o funcionário se sentir valorizado pelo que sabe e pelo que faz (o que a matéria chama de status).

Há ainda, dois elementos abordados de forma ligeira que acho que merecem mais a atenção: trabalhar emoções e memórias afetivas dos funcionários. Esta é, na minha opinião, algo que deveria ter muito mais espaço nas organizações. Entender a empresa como uma máquina não dá conta de resolver a complexidade do trabalho e das relações que vivemos. É, aliás, exaustivo para a liderança tentar colocar ordem, certeza e regra em tudo. Há coisas que hoje, no passado e sempre vão depender mesmo de uma boa conversa, de estar junto, fazer acontecer em comunhão. Não falo de uma nova narrativa, não. Falo de retomar coisas que formos deixando de lado por conta da correria: sensibilidade, afeto, ternura e outras questões do campo das emoções.

Ao contrário de nos tornar frágeis, como muitos podem pensar à primeira vista, acho que reside aí a verdadeira fortaleza da empresa: fazer o logos e o pathos convergir na busca de inovações.

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