Quantidade x Qualidade

Provavelmente todos os comunicadores, cedo ou tarde, se perguntem se a quantidade de informação que é produzida na empresa para os funcionários é adequada. E em seguida somos assaltados pelas perguntas: o que é muito? O que é pouco?

É freqüente dizermos que precisamos comunicar mais. Mas será que realmente nos comunicamos?  Acho que nunca produzimos tanta informação, mas isso não quer dizer, necessariamente, que ela está conseguindo gerar comunicação, interação, interesse ou diálogo.

No pior dos casos, a quantidade de informação compartilhada pode levar à falta sensação de criar no funcionário algum tipo de engajamento. Não acredito numa relação direta entre quantidade e qualidade. Aliás, se o fizermos, dado o tamanho da maior parte das equipes de comunicação interna que eu conheço (são bem enxutas), eu até poderia arriscar a dizer que a quantidade prejudica a qualidade. Uma boa matéria ou uma boa iniciativa de comunicação foge do óbvio, interage com as pessoas, as convida a participar. Com “produções de série” de comunicados, dificilmente temos tempo para produzir algo mais elaborado.

Um amigo outro dia me dizia, aliviado, que achou boas seis matérias para a atualização semanal da intranet. Eu, ingenuamente, perguntei o que ele fazia quando não encontrava as ditas cujas. A resposta, dessa vez frustrada, foi que, nesses casos, falava-se de amenidades. Esse é o tipo de círculo vicioso que vale a pena quebrar: quando não temos o que dizer, é melhor não dizer.  Amenidades contribuem para o funcionário entender a importância do seu trabalho? Ajuda a entender a empresa? Reconhece as pessoas? Faz com que elas se recordem de algo relevante da história delas e da empresa? Se a resposta é não, por que investir nisso?

O excesso também gera incomunicação.  Criar diálogo em torno do que realmente importa para a empresa e para as pessoas faz mais sentido e traz mais benefícios:

– o funcionário entende melhor o que é importante ou o qual é o foco da empresa

– um assunto mais bem trabalhado chama mais atenção e é recordado por mais tempo

– os comunicadores liberam tempo para fazer ações mais críticas com mais qualidade

Em outras palavras, faz todo sentido ter metas e medir resultados, mas vale mais medir os outputs do que os inputs.

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One Comment on "Quantidade x Qualidade"

  1. Amir disse:

    “Suspense3o”? Num paeds normal isto de1 anos de cadiea, seja a arma verdadeira ou ne3o. Ne3o foi uma brincadeira. Foram ameae7as fedsicas, verbais e de morte, que se repetem diariamente. Saedram reportagens em que alunos, professores e funcione1rios desta escola confessam que levam pancada todos os dias destes alunos marginais, criminosos, delinquentes perigosos. E team que calar, pois os Executivos team ORDENS PARA ABAFAR TUDO!Isto e9 o dia a dia nas escolas portuguesas!Noutro dia esfaqueram mortalmente um garoto na Casa Pia. Deve ter sido uma brincadeira que correu mal, ne3o? Vai cair mais gente, mais alunos, professores, funcione1rios. Estes marginais ve3o para as aulas armados com armas reais e ensopados em e1lcool e drogas, sf3 quem le1 este1 e9 que sabe o que e9 ser humilhado, ameae7ado, diariamente e ne3o poder reagir! O que e9 ver os pequenitos levarem nas lonas, serem roubados, e terem que calar. Ou levam mais!

Tem algo a dizer? Fique a vontade!

 
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