Como anda a comunicação do gestor?

Roger D’Aprix, um autor que eu gosto bastante, escreveu recentemente para a revista da IABC (publicada em junho)  sobre como anda a qualidade da comunicação dos gestores.

Ok, vocês podem, desde já, acusar meu post de uma abordagem funcionalista, mas não me contive e decidi publicar a pesquisa feita por uma consultoria americana de comunicação (que se eu não me engano é dele mesmo) envolvendo pesquisa com 96 das 500 maiores empresas americanas listadas na Fortune.

Item Porcentagem favorável
Gestores entendem seus papéis e responsabilidades na comunicação. 26%
Competências de comunicação são bem-definidas para todos os gestores. 24%
Minha empresa fornece aos líderes e gestores formação em comunicação. 40%
Gestores fornecem reconhecimento e apreço por um trabalho bem-feito. 55%
Gestores explicam como as questões e eventos da empresa são relevantes para as suas equipes. 32%
Eficácia da comunicação entre os gestores é uma parte significativa do processo de gerenciamento de desempenho. 18%

 

 

 

 

 

 

 

 

O artigo retoma os (possíveis) impactos da tecnologia num mundo em que as pessoas se falam menos. Além disso, elenca um número variado de dicas para reverter essa questão, incluindo lobby para despertar a consciência dos gestores  sobre a importância do seu papel na comunicação e gerar conteúdo para esses gestores.

Finalmente, ele convida os leitores a conhecerem casos bem-sucedidos de empresas como Hallmark e Pfizer.

Quem quiser ler a matéria na íntegra, publicada em inglês, pode acessá-la pelo link http://cw.iabc.com/2014/06/01/is-manager-communication-the-key-to-engagement/ Aliás, esta última edição inteira da Communication World é sobre engajamento.

Para eu me salvar da abordagem funcionalista, fecho o post lembrando duas coisas sobre comunicação de liderança: (1) é sempre fácil culpar a tecnologia. Logo, é bom sempre lembrarmos quem deveria “mandar” em quem. (2) Nós, comunicadores, adoramos ser controladores (hehehe sim, é um trocadilho com a frase anterior). Dizer ao gestor que ele deve fazer “isso” ou “aquilo” ajuda pouco se não há uma boa conversa antes para ele se sentir parte interessada nesse processo todo e queira fazer isso de fato.

 

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