O que o futuro reserva para os aplicativos de comunicação voltados aos empregados?

Por perceber que o mercado de aplicativos ganha cada vez mais força nos dias de hoje, a agência britânica de comunicação interna AB realizou uma pesquisa para entender que comportamentos estão implicados na relação das pessoas com os aplicativos mobile. O objetivo era identificar aspectos que podem ser aproveitados pelas organizações no momento de escolher um aplicativo corporativo para comunicação interna – e, assim, torná-lo mais compatível com as expectativas dos empregados.

Katie Macaulay, diretora administrativa da AB, contou um pouco sobre a pesquisa e suas percepções em relação ao futuro dos aplicativos para empregados e como eles podem auxiliar as organizações.

Quais os grandes desafios em torno do desenvolvimento e aderência dos aplicativos para empregados?

Primeiramente, o budget.  Hoje os profissionais de comunicação interna não tem orçamento para construir aplicativos influentes como, por exemplo, Pokemon Go!. Não é tão simples encontrar soluções no mercado que estejam de acordo com o que queremos e com o orçamento estipulado. Em segundo lugar, o estimulo que temos que desenvolver a fim de fazer com que os empregados baixem o aplicativo em seus celulares pessoais. Para ajudar, deve haver algum fator que faça com que os empregados queiram fazer o download do app, como recompensas, prêmios ou até mesmo um sistema simples de pontuação.

Que tipos de barreiras podem impedir o sucesso de um aplicativo de comunicação interna?

A Capacidade de armazenamento é uma possível barreira a ser encontrada. Os empregados mais jovens, por exemplo, são potenciais a não terem espaço para baixar um novo aplicativo, pois costumam adquirir diversos tipos de soluções que já estão instaladas em seus celulares pessoais. Acaba que em alguns casos, dificilmente, eles abrirão mão de aplicativos de entretenimento para baixar um novo relacionado ao trabalho. Dessa forma, é difícil garantir a efetividade de 100% de adesão.

Outro ponto importante é a segurança. Por exemplo, um caso em que o departamento de TI informe que a organização não pode ter um aplicativo que qualquer pessoa possa baixar e que ele deve estar dentro de um ambiente seguro. A questão, nesse ponto, é garantir que todos vão aceitar fazer parte desse ambiente seguro.

Acredito que esse problema de segurança vai desaparecer ao longo do tempo, pois as chances de uma revista corporativa ser esquecida em um metrô e outras pessoas, externas à empresa, a lerem são tão grandes quanto à de acesso ao aplicativo.  E nem sequer elas teriam que fazer algum tipo de login. Hoje, os profissionais de comunicação interna precisam trabalhar em conjunto com o departamento de TI, desde o inicio do desenvolvimento do aplicativo. E, para evitar problemas de vazamento de informações, o conteúdo a ser divulgado deve passar por um processo rigoroso de checagem, a fim de se certificar que se alguma informação vazar para públicos externos à organização, isso não afetará a sua reputação.

Quais as competências que os profissionais de comunicação interna devem desenvolver para permanecerem relevantes em um mundo em que a tecnologia está impactando todos os tipos de negócios?

Para continuarem relevantes, eles devem estar por dentro da tecnologia, sem deixar, claro, de valorizar as próprias competências, relacionadas ao engajamento, ao ato de informar e o de motivar o empregado. É necessário também que ele entenda de mídias sociais, novos formatos de canais, como filmes, e tenha habilidades jornalísticas. Porém, não é primordial que uma única pessoa tenha todas essas competências. O mais importante é que ela disponha de excelentes habilidades para gerenciar projetos e budget, além de saber trabalhar com pessoas que possuem essas competências, de forma a gerenciá-las.

Daqui pra frente, as organizações vão começar a ter, cada vez mais, equipes mais interessantes. Ou seja, os times vão estar cheio de pessoas com diferentes idades e tipos de habilidades. E é através dessas interações que vão surgir às inovações mais criativas e as soluções mais emocionantes.

Olhando para o futuro, como você vê a comunicação interna evoluindo o ao longo da próxima década?

No momento, está se falando muito sobre a distinção entre comunicação interna e externa e ao longo dos próximos dez anos, esse debate vai se estender. Pessoalmente acredito que os empregados são muito diferentes dos públicos externos, pois estão vivendo o negócio “de dentro”. A ideia de que não existe diferença entre comunicação interna e externa, e que todos podem ver a mesma coisa, pode resultar em empregados recebendo apenas mensagens relacionadas a marketing e vendas e isso não é bom. Embora as organizações devam se tornar mais transparentes ao longo dos anos, elas vão continuar sendo um lugar com comunicação interna pura.

Quando pensamos no conteúdo, não há duvidas de que daqui dez anos os empregados serão muito mais envolvidos na sua criação, e isso é justo.

A mensuração também é algo que vai se tornar melhor, mais vivo e instantâneo. Não é possível dizer hoje quantas pessoas leem as versões impressas do que produzimos. Mas, nos canais digitais, deveríamos estar adeptos a ver quando, onde e por quanto tempo elas leem os conteúdos. Então, a mensuração vai melhorar com o passar o tempo, o que significa que as nossas decisões também vão melhorar – elas vão se basear em provas concretas em oposição aos nossos palpites.

Clique aqui para ler a entrevista completa (conteúdo em inglês). 

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